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sábado, 27 de fevereiro de 2010

O rio Ocoí no Oeste do Paraná corta a propriedade do casal Valentin e Marinês Olivo em Medianeira no Paraná. Há cerca de 10 anos eles acrescentaram o turismo rural e o lazar ao sítio que antes se dedicava e sofria 100% na agricultura. Hoje, a propriedade continua produzindo comida, mas é também o Recanto Olivo. Tenho boas lembranças do dia em que almocei lá junto com os companheiros do Famtur que deu início a este blog. O Valentin Olivo disse na conversa que tivemos que não sabia o que significava Ocoí. Eu lhe disse que ia olhar nos meus dicionários de guarani. Adiantei que o 'í' significa pequeninho. Verifiquei, já em casa, que a grafia correta deveria ser Oky'í onde Oky quer dizer chuva e 'í' quer dizer pequeno. Assim Oco'í ou Oky'í significaria "Chuvinha" - de repente por que havia neblinas ou vapor de água próximo a alguma cachoeira. O que sei que há.
Desde criança, Valentin vê gente vindo de Medianeira para banhar-se no rio Ocoí dentro da propriedade. "Só que ninguém dizia vamos para o Ocoí, dizia vamos lá no rio do Olivo, que era o meu pai", conta Valentin. Por isso Recanto Olivo. Nos útlimos anos, viver da agricultura e pecuária ficou muito difícil. Muita gente foi embora do sítio. A família Olivo escapou da sina. Diante das dificuldades, Marinês lembrou ao marido que eles tinham um grade privilégio de ter um local dentro da propriedade para onde vinham as pessoas do centro e pediam picolé, gelo, lanches. Porque a gente não faz alguma coisa? Perguntava Marinês.
Valentin não queria nem saber. "Ele só queria criação, bichos, galinhas", lembrou Marisete. Pouco a pouco a mulher foi ganhando terreno. Hoje, Valentin reconhece, a família já começou a viver das visitas, campistas, hóspedes, famílias que vem ao recanto acampar. E Valentin não é o único homem na região que foi puxado pela mão pela mulher e levado ao negócio do turismo rural. Em próximas postagens ou publicações deste blog, mostrarei fotos do Recanto. Por enquanto só estou pensando na lasagna-torta de manidoca servida lá. A receita: um segredo!
Hoje o Recanto Oliva é uma grande sugestão para quem quer almoçar, acampar, fazer passeios no campo na região de Medianeira. Uma das surpresas do Recanto é Ponte sobre o rio que é parte de uma caminhada ao longo e ao redor desta parte do rio. Grande idéia. Na segunda etapa desse recorrido, voltarei ao Recanto e logo conto mais.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Chocolates Duda de Medianeira: mais uns detalhes




Consegui recuperer três fotos tiradas durante a visita ao Chocolates Duda. Em uma das fotos vemos o detalhe dos vinhos oferecidos para "compor o presente" como diz Alexandra. Além do vinho há muitos outros produtos e lembranças. Em um painel especial se pode ver fotos de visitanes. Destaco a que aparece Hans Donner e a ex-Globeleza, Valéria Valenssa quando paassaram pela cidade de Medianeira.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Chocolates Duda - uma surpresa e tanta em Medianeira


Um dos primeiros lugares que visitei no Famtur foi o Chocolates Duda em Medianeira, Paraná, próximo a Foz do Iguaçu. Quer dizer, se você estiver indo para Foz do Iguaçu pela BR 277, você vai passar por Medianeira primeiro. Eu fiz várias fotos no Chocolates Duda que é uma fofura de lugar ams, nem eu posso acreditar, perdi todas. A foto acima retirei do site oficial. Voltando ao assunto: o que mais impressionou lá foi a energia feminina colocada no negócio que é impressionante. Eu como mui macho, quer dizer masculino, às vezes tenho dificuldades de entender como as mulheres conseguem com idéia simples, manter um rumo, se dedicar a um negócio humilde, fazê-lo prosperar e ainda por cima imprimir um certo glamour à coisa, vestir-se bem, assumir uma ar de rainha e finalmente decretar-se empresária, empreendedora e vencedora.

Nós homens para fazer algo parecido, viraríamos mâo de vaca, sujo, trabalhando longas horas, sovinamente economizando para construir um império pela força e por fim morrer mais moço por falta de cuidados e carinho com o corpo. Neste caso, aqui, a estrela desse céu se chama Alexandra Marasca R. de Santes, a filha. E o que é o R? Não me pergnte! Bela elegante encaixando perfeitamente em tudo aquilo que eu disse antes, Alexandra me disse que está "nesse local" que aparece na foto acima, há seis anos. Tem uma loja também no centro de Medianeira. Porém no total são 12 anos em que Alexandra Marasca e a mãe Maria Marasca da Rosa, entraram no negócio do chocolate.

"Começamos numa garagem", disse Alexandra só para confirmar aquilo que eu disse sobre as mulheres nos negócios. O homem pensaria logo numa "Garagem de Carros". O chocolate é alma do negócio mas na lojinha também tem vinho, cestas etc "que você pode montar o presente", diz Alexandra. E, já que este é um blog com ligações turísticas, destaco mais uma frase de Alexandra porque a mãe não gosta de cnversar muito. "Somos cadastrados no Cadastur". Onde? Olhe, que há cidades turísticas bem maiores onde os "marmanjos" não tem nem idéia do que é Cadastur" e por isso, muito menos estarem cadastrados nele. Além de ter tido aquele palpite de que chocolate poderia virar negócio, Alexandra contou que participou em treinamentos promovidos pela Associação Comercial de Medianeira com o Sebrae. Além de participar nos interesses comerciais puros, Alexandra e mamãe souberam apoiar e embarcar no trem do turismo. "No começo muita gente não achou que Medianeira tivesse interesse turístico e que um dia pudesse receber turistas", disse a Alexandra, por essa hora, já uma heroína para mim. Mas, erraram aqueles que pensaram assim.

Claro que os turistas não vêm de Toronto (Canadá) ou de Lublijana (Ex-Iugoslávia) para Medianeira direto. Mas vêm graças aos truques do turismo de interesse especial tanto do exterior como de cidades vizinhas. É o caso de Foz do Iguaçu, que manda muita gente para medianeira e para o Chocolates Duda. Um exemplo diso é a Escola Dinâmica - parte do conglomerado de educação que vai do maternal à terceira idade. "todos os anos recebemos excursões especiais da Dinâmica", contou Duda. Quem? Ah! Esqueci de dizer no começo. Duda é como dona Maria chamava a filha Alexandra. Vem Duda! Cadê a Duda? E asim Duda foi se firmando e hoje está aí. Agora, diga-me uma coisa: como fica melhor Chocolates Duda ou Chocolates Alexandra? Ou é Alexsandra? Seja como for deu tudo certo. Hoje o Chocolates Duda é membro com placa e tudo do Instituto Caminhos ao Lago de Itaipu junto com outras empresas de Medianeira e da rota Caminhos ao Lago!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Paraíso das Orquídeas - Ou a pousada dos Lorenci: voce não vai acreditar!



Saindo do Casteletto o próximo destino foi Maralúcia - distrito de Medianeira. Dona Lélia Lorenci acompanha pessoalmente a construção de uma pousada, o sonho do filho Luciano Henri e da esposa falecida. A família não era agricultora. "Sempre trabalhamos na cidade. Éramos moveleiros", explica dona Lélia. O sonho do filho e da nora era uma pousada com um espaço para a produçao de orquídeas. Foi realizado. A Pousada Paraíso das Orqúideas que ficará pronta lá para fevereiro do ano que vem. A pousada é imponente. São só doze quartos. Mas cada quarto tem dois andares e por isso cada quarto tem um elevador. São sete no total. Dona Lélia explica que a idéia é que o lugar possa ser alugado para família inteira inclusive com membos que tenham limitação de locomoção por exemplo cadeirantes. "Eu respeito muito o idoso e o cadeirante, ou pessoas com qualquer deficiencia", diz dona Leila. Os elevadores foram projetadas ali mesmo na Pousada. Estão sendo construidos em um serralharia de Foz do Iguaçu.

Prossegue!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Grupo Folclorico Italiano "Nostra Gente" de Medianeira


Nota: Na foto vemos Neumari Brites do COMTUR de Foz, Marcel Bonfada do PTI Foz do IGuaçu / Itaipu e eu lá atrás. Clicando a foto: Sandra Finkle

O Grupo italiano Nostra Gente é parte do 'Circolo (Círculo) Italiano' de Medianeira. E o Circolo Italiano é membro do Instituto Caminhos do lago de Itaipu com direito a inscrição no Cadastro Nacional do Turismo, placa de identificação na sede e tudo mais. Livete Ize, presidente do Circulo me contou que a entidade sem fins lucrativos, sem taxa de inscrição e sem mensalidade tem hoje 280 associados. E como o Circulo é associado ao Instituto Caminhos do Lago, o Grupo Nostra Gente estava na nossa lista de empreendimentoa ver. A previsão de contato seria no Recanto Olivo - onde almoçaríamos. Qual não foi nossa surpresa quando ao chegarmos ao Recanto Olivo, na área rural de Medianeira, a música do grupo disparou automaticamente. A primeira música que o grupo cantou para receber o nosso mini grupo foi Mérica, Mérica! Eu confesso que essa música me arrepia. Coloco links abaixo caso voce queira cantar e acompanhar. Descobri que a música é hoje o hino oficial da Colonização Italiana no Rio Grande do Sul segundo a Lei 12.411 de 2005. O autor da mísica que tem mais de 100 anos foi Angelo Giusti.

Com seis anos de existência, o 'Circolo Italiano' mantém uma escola de lingua italiana que oferece um curso de três anos e realiza uma missão beneficente. Para arrecadar dinheiro para o instituições como o Lar dos Idosos e outras a entidade faz festas, jantares, almoços. Maioria dos membros são de descendência italiana. Muitas das coisas e das músicas italianas preservadas hoje no Brasil já não existem na Itália. Visitantes italianos que escutam o grupo dizem que ouviam falar delas pelos avós. Coloco abaixo o nome dos componentes do grupo:

Livete D. Ize
Ajanilde Garndi
Ana L. Grandi
Armelinda Pareci
Estela Siqueira
Odete Colpani
Ines Fazzoni
Jaci Carvalho
Angelo Mazzola
Agenor Merlo
Ademir Ferrai
Mario Rosso

Letra da Música


Dalla Italia noi siamo partiti
Siamo partiti col nostro onore
Trentasei giorni di macchina e vapore,
e nella Merica noi siamo arriva'.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica?
Merica, Merica, Merica,
un bel mazzolino di fior.

E alla Merica noi siamo arrivati
no' abbiam trovato nè paglia e nè fieno
Abbiam dormito sul nudo terreno
come le bestie andiam riposar.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica?
Merica, Merica, Merica,
un bel mazzolino di fior.

E la Merica l'è lunga e l'è larga,
l'è circondata dai monti e dai piani,
e con la industria dei nostri italiani
abbiam formato paesi e città.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica?
Merica, Merica, Merica,
un bel mazzolino di fior.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica?
Merica, Merica, Merica,
un bel mazzolino di fior.

Clique aqui para ver a tradução e escutar a música!